quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Cap 0 Introdução José Pedro Vianna cont 2


Em construção permanente

Esta é a continuação do capítulo de mesmo número no endereço abaixo
domingosejoanita.blogspot.com

Neste blog  (Cont 2) a ênfase é  na continuação do link abaixo:
http://domingosejoanita01.blogspot.com.br/2015/01/cap-0-introducao-cont-1.html


Cap 5 Ascendentes de Joana

Cap. GN José Pedro Vianna

A continuação deste capítulo se encontra no link abaixo
(http://domingosejoanita03.blogspot.com.br/




Fontes históricas empregadas

Fontes escritas:
 Diplomas de Campanha e Ordem da Rosa
Patente da Guarda Nacional
Fé de Ofício manuscrita data de 1869 ( originais)
Sketches  comentados do Investigado ( fragmentos)
Cartas do Investigado e de parentes
Caderno de campo do investigado
Certidão de óbito de 1894 com a idade de 50 anos (original)
Certidões de casamento da Cúria do Rio de Janeiro
Certidões de óbito originais
Testamento do Comendador Breves do arquivo de Piraí
Jornais da época (in Hemeroteca Nacional): Correio de Sergipe, Correio Sergipense,  O Apóstolo, Jornal do Brasil, Diário do Rio de Janeiro, O Diário Novo, Gazeta Oficial do Império do Brasil,
Relatórios do Presidente da Província

Fontes Materiais não escritas:
Medalhas de Campanha e Ordem da Rosa,
Fotos da época, Botões e insígnias de fardamento, balastracas
Linhagens genealógicas in Family Search
Bonecos ,trajes, sketches,  Ilustrações
Fontes imateriais:
Relatos e testemunhos tradicionais do Theatrinho Particular
Poesias e canções resgatadas  junto a depoentes



Uma visão de um Capitão Voluntário da Pátria sobre a Pequena História  da Guerra do Paraguai – José Pedro Vianna ( 1854 – 1894)

Heitor Luiz Murat de Meirelles Quintella
Universidade Federal Fluminense
Instituto Histórico e Geográfico de Niterói

Palavras Chave: História do Brasil no Século XIX, Guarda Nacional na Guerra do Paraguay, Campos sociais migratórios, Biografia e Genealogia.



Pequena História de um cidadão de Sam Christovam – SE, no século XIX, vivenciando  momentos da decadência do Nordeste, do apogeu, da decadência e do fim do Império.  Derivado de pesquisa genealógica no âmbito do Projeto Fatores Humanos e Tecnológicos da Competitividade empregandofontesda época oficiais,  pessoais,  recortes de jornais e tradição oral, encontra-se tom, apesar da crescente tensão entre Guarda Nacional e Exército, alinhado com o patriotismo típico da historiografia tradicional. Analisa-se como o contexto familiar, eivado da cultura agrícola do campo migratório, associado às epidemias e paixões influencia seu alistamento, comportamento de líder ousado e suas memórias em combate, condecorações e engajamento pós Guerra como Capitão Bombeiro da Corte, adesão às mudanças metodológicas e tecnológicas (como pilotagem de balões de reconhecimento e adestramento pioneiro de teamwork com base no futebol amador em campos usados por ingleses no Rio de Janeiro e Niterói),  matrimônio com filha de migrantes alemães da leva pioneira estimulada por D Pedro II, para criar mão de obra qualificada na  Província do Rio de Janeiro, participaçãocom sua esposa no experimento da Fazenda do Pinheiro do Comendador Breves em Piraí e considerações sobre sua saúde fatalmente afetada sem prejuízo sobre sua numerosa descendência. 


Introdução

A abordagem aqui adotada é o estudo de um cidadão comum, através de documentos oficiais, de história oral familiar e de como os impactos de grandes movimentos da História o afetaram. Trata-se aqui de desafiar o conceito de que as pessoas comuns não têm papel transformador, porque não têm potência influenciadora de massa. Trata-se de negar a tese de Carlyle que a História só é feita por figuras de proa
magnificadas pelo culto às suas personalidades.Trata-se de negar a farsa dos Napoleões, Hitleres, Mao Tse Tungs e Stalins que em sua psicopatia arrastaram milhões ã  fome miséria e morte.

Observa-se como estas pessoas comuns com  o espírito de migrante foi desenvolvido e superado. A migração sendo  em si um fenômeno geográfico que possui implicações territoriais e existenciais impõe o sair do seu lugar, envolvendo processos de desterritorialização e reterritorialização, caóticos e imprevisíveis e por conseqüência, nem sucessivos, nem ordenados, nem padronizados. Por outro lado a identificação de vetores sociais e pessoais que estimularam o engajamento de voluntários na Guerra

Alguns documentos originais, recortes de jornais da época bem como  impressões
pessoais em cartas do investigado são citados para ilustrar os seus percalços no período e que devem igualmente ter afetado muitos outros brasileiros em situação semelhante. José Pedro foi membro da Guarda Nacional (a organização rival do Exército), Voluntário da Pátria sobrevivendo a diversos ferimentos e devastações de Corpos de Voluntários inteiros por febres palustres, condecorado com as medalhas da Campanha do Paraguay e da Ordem da Rosa, tendo sido pioneiro no uso de balões em ações de reconhecimento de terreno em teatro de operações de guerra no país.

Seus hábitos de disciplina militar o levaram a aplicar depois da Guerra, no primeiro Corpo de Bombeiros do Brasil, na Corte, métodos de adestramento pioneiros de teamwork e disciplina, com base no futebol amador, em campos usados por ingleses no Rio de Janeiro e Niterói. Nesta posição pós Guerra enfrentou também toda a hostilidade dos oficiais positivistas do Exército, que já tramavam o golpe contra o Imperador e precisavam destruir a Guarda Nacional e impedir que continuasse sendo cultivada sua boa imagem junto à população. Em sua vida privada vivenciou, como filho de migrante lusitano, um casamento único com a filha de migrantes da Bélgica e Dinamarca que vieram para o Brasil na leva migratória denominada “germânica”, pioneira no Brasil estimulada por D Pedro II para criar mão de obra qualificada no interior da Província do Rio de Janeiro. Sua vida mostra que homens simples também podem ser heróis e que a verdadeira nobreza não é de sangue, nem de berço, mas da superação de si mesmo e de atitude digna e equânime com todos. Muitos dos fatos relatados se baseiam em documentos de família e tradição oral que divergem às vezes da história oficial, pois a verdade histórica, como na Física, depende do referencial em que o observador se encontra.

Metodologia

Além da abordagem clássica geral de qualquer  estudo histórico como  indicado por (Cardoso e Vainfas, 1997) este requer também uma abordagem menos tradicional com a metodologia de história oral. A história oral pode dar grande contribuição para o resgate da memória de uma nação e tem-se revelado como um método promissor para complementar outras fontes. Assim a memória de um homem que frequentemente é mantida em ambiente familiar pode esclarecer e complementar a memória coletiva, Pode outrossim evidenciar novos fatos com a inclusão de novas perspectivas à historiografia e novos fundamentos para análise de fatos coletivos. (Thompson, 1998) e (Alberti, 1990).
Como procedimento metodológico de História, Genealogia, Antropologia ou Sociologia, a história oral busca registrar e perpetuar impressões, vivências, lembranças dos indivíduos que compartilham e participam da memória da coletividade, dando colorido e vividez a situações já documentadas, que de outra forma passariam desapercebidas. (MATOS e SENNA, 1996). Em particular tradições familiares mantidas por décadas são levantadas em entrevistas e a partir de pistas documentais diversas, tais como cartas, recortes de jornais, documentos pessoais. Com isso foi possível  reconstituir visões pessoais de conjunturas sociais, visões de mundo que já não mais existem. (Cartas e Documentos in http://domingosejoanita02.blogspot.com.br/).
Práticas e Estilos  de História Oral podem ser de 4 tipos: arquivo – documentalista, difusor populista, reducionista, analista completo.  O primeiro lida com a organização de entrevistas e testemunhos orais; o segundo trata de criar acervos orais sem avançar em seus conhecimentos; o terceiro usa a evidência oral como complemento e o quarto usa o material oral com outras fontes de forma interpretativa e crítica buscando entender as relações entre pessoas em múltiplos níveis. A presente pesquisa usa a terceira e a quarta práticas e estilos, usando como leads algumas fontes chave,  saber: (Quintella, 2014), (Quintella, 2015), (Arquivos de Cartas de Família Raming Viana, 1840 a 1905).

As fontes históricas empregadas na pesquisa

"A história se faz com documentos escritos, quando existem. Mas ela pode e deve ser feita com toda a engenhosidade do historiador... Com palavras e sinais. Paisagens e telhas. Formas de campos e ervas daninhas. Eclipses lunares e cordas de atrelagem. Análises de pedras pelos geólogos e de espadas de metal pelos químicos".
Combates pela História(1953), Lucien Febvre. Editorial Presenca, Lisboa, 1989


As fontes históricas são as fontes que o historiador ou genealogista usa para realizar sua pesquisa. Assim sendo, tudo que foi produzido pelo ser humano que revela traços de sua interação com o mundo dá acesso ao entendimento do passado. Na presente pesquisa foram usadas como fontes históricas tanto os tradicionais documentos textuais (crônicas, memórias, registros cartoriais, processos criminais, cartas legislativas, obras de literatura, correspondências públicas e privadas e tantos mais) como também diversos outros (tais como entrevistas diretas com descendentes e indiretas com contemporâneos através de relatos dos que conviveram com parentes do investigado) que forneceram um testemunho, depoimento ou um discurso proveniente da vida  passada de José Pedro Viana e da realidade relevante um dia vivenciada por ele. Alguns destes dados podem ser encontrados em modernos veículos como blogs e sites relacionados na bibliografia. (BLOGS)
Nesta pesquisa foram também usadas algumas fontes materiais não-escritas como fonte de informação. Estas podem ser uma vasta gama de tipos, a saber: objetos, utensílios, ferramentas, armas, roupas, acessórios, máquinas, veículos, instrumentos, construções, pinturas, esculturas, espaços artificiais e naturais, fenômenos naturais, o corpo humano, animais, plantas, alimentos, etc. Que esclarecem hábitos, costumes e modos de viver e ver o mundo. Tais fontes já foram usadas desde pelo menos o período Renascentista como apontou Burke [2003] valorizando findings em antiquários que permitiam descobrir a história escondida neles. Tanto nos pertences do gabinete de curiosidades de família quanto em antiquários forneceram  pistas.

Pela natureza do alvo da pesquisa foi necessário usar fontes escritas, fontes materiais não-escritas e fontes não-materiais (ou imateriais).

a)      Fontes escritas: “Sem documento não há história” Seignobos

As fontes escritas por ainda serem as mais comuns e sólidas no estudo da História, e de certa forma as que adicionam mais clareza de entendimento, serviram sempre de base para o avanço em direção às demais fontes que exigem um nível mais apurado de atenção e abstração, por terem algum grau de subjetividade, e requisitarem um racional que perceba além do visível e do que está palpável.     Aqui tanto documentos oficiais de cartas patente, certidões cartoriais , fés de ofício e recortes de jornais foram empregadas.

b) Fato histórico e Problema Histórico:“Lucien Febvre: “Sem problema não há história”.

O conceito de fonte histórica está relacionado com o conceito de fato histórico como aponta Edward Hallet Carr [1996] que é necessária uma crítica para se analisar fatos e encontrar a cadeia de significância que possa contextualizar e interligar outros acontecimentos importantes de serem lembrados em uma vida, em um lugar, em uma época, no seio de uma sociedade. Esta análise é que garante  a plausibilidade e validade da fonte como de natureza histórica, e por sua vez como um fato histórico.

“É comum dizer-se que os fatos falam por si. Naturalmente isto não é verdade. Os fatos falam apenas quando o historiador os aborda: é ele quem decide quais os fatos que vêm à cena e em que ordem ou contexto”. (CARR, 1996).


“... a história não pode proceder a partir dos fatos: não há fatos sem questões, nem hipóteses prévias. Ocorre que o questionamento é implícito; mas, sem ele, o historiador ficaria desorientado por desconhecer o objeto e o lugar de suas buscas. [...]. A história não é uma pesca com rede; o historiador não lança seu barco na tentativa de apanhar alguns peixes, sejam eles quais forem”. (Prost, 2008). .


“O passado só se torna história quando expressamente interpretado como tal; abstraindo-se dessa interpretação ele não passa de material bruto, um fragmento de fatos mortos, que só nasce como história mediante o trabalho interpretativo dos que se debruçam, reflexivamente, sobre ele”. (RÜSEN, 2001).

Nesta pesquisa a partir de fontes escritas e fatos históricos comprovados sobre vida de José Pedro Viana formulou-se o problema de entender os motivos de seu alistamento na Guarda Nacional, no Corpo de Voluntários e sua atitude temerária de bravura indômita em combate. Sua sede de reconhecimento na atuação no Corpo de Bombeiros da Corte,  sua relação atribulada com as mulheres na juventude e por fim sua pacificação no casamento com esposa pertencente como ele à cultura migratória.

c) Fontes materiais não-escritas: 

Na presente pesquisa arquivos familiares que pareciam verdadeiros gabinetes de curiosidade, permitiram recorrer-se às chamadas “ciências auxiliares”
  • diplomática (estudo dos documentos); 
  • numismática (estudo das moedas); 
  • heráldica (estudo dos brasões e escudos); 
  • genealogia (estudo das linhagens familiares); 
  • codicologia (estudo físico dos livros); 
  • história da arte, etc.
d) Fontes imateriais: 
Através do desenvolvimento do conceito de cultura é que as fontes históricas imateriais começaram a ganhar maior significado e importância. Assim tudo que não é tangível, que não está registrado num suporte físico (papel, pergaminho, madeira, pedra, argila, meio digital, etc.), mas que se transmite através da cultura de forma oral, corporal e simbólica. Festas, ritos, cultos, celebrações, música, poesia, dança, teatro, ofícios, história oral, costumes, hábitos, lendas, saberes, folclore, mitologia, etc., tudo que esteja relacionado a vida cotidiana de uma comunidade, que represente aspectos sociais e culturais de um povo.  Nesta pesquisa buscou-se reconstruir alguns aspectos da “história das idéias”, “história das mentalidades”, “cultura imaterial”, “imaginário social”, da segunda metade do século XIX em um segmento da sociedade a que José Pedro Viana pertenceu, visando entender como estes itens o influenciaram. Assim procurou-se  de certa forma praticar alguns estudos típicos de micro-história dos italianos Carlo Ginzburg e Giovanni Levi entrelaçado com o conceito de Clifford Geertz  (GEERTZ, 2008) em que a cultura seria:

“Um padrão, historicamente transmitido de significados incorporados em símbolos, um sistema de concepções herdadas, expressas em formas simbólicas, por meio das quais os homens se comunicam, perpetuam e desenvolvem seu conhecimento e suas atitudes acerca da vida”.
A principal fonte imaterial de  impacto importante pesquisada foi a do Theatrinho Popular de Manoel José Vianna em Sam Christovam.

Classificação do nível das  fontes empregadas : 

Por fim, também é necessário indicar que nesta pesquisa  foram usadas as três formas de fontes:
Fontes primárias ou originais: produzidas no contexto temporal e contemporânea do alvo de estudo: manuscritos, sketches, livros,  medalhas, baús de família, documentos, cartas,  etc...foram empregados.
Fontes secundárias na forma de análise, descrição, estudo, interpretação, apropriação da fonte primária, foram empregadas. Igualmente algumas cópias, transcrições e  restaurações foram usadas.
Por fim, fontes terciárias abrangeram uma gama de conteúdos específicos ou variados atuando de forma organizadora. Almanaques, um manual, livros de notas, livros de memórias, foram usados como obras terciárias.

Impactos sobre Abordagens Variadas: 

Com esta análise da pequena História de José Pedro Viana  consegue-se  levantar até certo ponto restrito sua interação com a Política, a Economia, a Demografia, a Tecnologia, a Cultura e a Sociologia de seu tempo.  Ao longo de uma linha que no Brasil tem sido explorada por trabalhos de Mary del Priore que trabalha com a história do amor, das mulheres, das crianças, da cultura popular, etc. Ou como o historiador S. Schama(SCHAMA, 1996) que estudou a paisagem como fonte histórica.

Na verdade uma variedade de fontes foram usadas no  caso presente, a saber: artes, ciências, tecnologia, costumes, hábitos, opinião pública, festejos; vestimentas, armas, ferramentas; paisagens naturais, rurais e urbanas; conceitos, ideias, modelos sociais, científicos, religiosos, econômicos, políticos, etc; guerra, paz, forças armadas; religião, memória, esquecimento, oralidade, escrita; sexualidade, feminilidade, machismo; meios de transporte, meios de comunicação; imaginário social, folclore, mitologia, lendas, superstição, crendices, etc.

O cenário da Grande História

O Império do Brasil tinha a pretensão de ter como destino manifesto o controle do Rio da Prata. Apesar de frustrada esta intenção, aceitando a fortiori a independência da província Cisplatina, que originou a república do Uruguai, não perdeu a força hegemônica na região. A projeção de seu Poder Naval exigia garantir a abertura da bacia do Prata à livre navegação, para viabilizar melhor comunicação com as províncias do Mato Grosso e Goiás. Por outro lado era necessário impedir o surgimento de uma Força Antagônica na região que pudesse reunificar o antigo Vice-Reino do Prata.  O primeiro movimento neste sentido ocorreu em  1851, quando em aliança com Urquiza de Entre Rios e Corrientes  o Império derrotou Rosas de Buenos Aires.
Entretanto a ditadura de José Gaspar de Francia isolou temporariamente o Paraguai. E foi Carlos Antonio López que começou a abertura para os países vizinhos e ensaiou a resolução das pendências e contenciosos com os mesmos.  A Argentina não reconhecia  a própria independência do Paraguai.  Já com o Brasil a disputa era pela abertura do rio Paraguai à livre navegação  e pelos territórios fronteiriços com a província do Mato Grosso. Até a década de 1860, a diplomacia de divide et impera desviou a tensão para os confrontos entre Brasil e Argentina. Francisco Solano López, filho de Carlos Antonio, a partir de 1862, promoveu uma política agressiva de interferência nos negócios do Prata. Jogando com alianças divisivas com as facções em conflito nos países vizinhos, estimulou instabilidades entre o general Urquiza,  o unitarista de Bartolomeu Mitre em Buenos Aires, e o governo blanco do Uruguai. Enquanto isto o roubo de gado dos estancieiros gaúchos e a fuga de escravos acoitada por uruguaios gerou uma demanda de ações de contenção, bem como de pedidos de indenizações aos Brasileiros. Queixavam-se ainda os rio-grandenses de sofrerem perseguições, a que Montevideo fazia vista grossa e ouvidos de mercador. Na defesa dos seus interesses comerciais e políticos o Império apoiava os oposicionistas colorados de Venâncio Flores. Explode então o conflito em  1864, com a invasão imperial do Uruguai. No ano seguinte Lopez invade de surpresa o Brasil. É neste cenário que se estuda o papel e vicissitudes do protagonista

A descoberta dos fatores chave de mobilização de José Pedro

Fator  Contexto familiar formando o espírito complexo e inquieto

O pai de José  Pedro Vianna (1844 – 1894) é Manoel José Vianna Migrante português migrado para o Brasil no fim do século XVIII, casado com Joanna Baptista de Jesus. Em São Cristóvão se destacou como fazendeiro, tenente coronel da Guarda Nacional, Eleitor e Secretário da Câmara local. Esta cidade foi a quarta cidade mais antiga do Brasil (logo depois de Salvador, Rio de Janeiro e João Pessoa) e segunda urbe real mais antiga fundada por não-portugueses. Os espanhóis, por meio de Cristóvão de Barros, a 1 de Janeiro de 1590, no contexto da Dinastia Filipina em Portugal, a fundaram visando estrategicamente preencher o vácuo geopolítico entre Olinda e São Vicente. O contexto familiar se estabeleceu num ambiente sensível de legado de violência e que os migrantes tentaram mitigar com ações culturais. Pelos documentos encontrados Manoel, com esta intenção mitigante, manteve uma atividade pioneira de teatro misto de humanos e bonecos, que atraiu tanto para seus intérpretes, quanto para seu público uma rara mistura de classes e etnias.  A atividade política de Manoel José é largamente documentada na imprensa da época e revela, entre outras características interessantes, os atritos pessoais decorrentes do conflito da Guarda Nacional com o nascente Exército.

Fator conflito Guarda Nacional X Exército ante bellum e post bellum

Os membros da Guarda Nacional pertenciam às elites políticas locais que  eram recrutados entre os cidadãos eleitores e seus filhos, com renda anual superior a 200 mil réis nas grandes cidades, e 100 mil réis nas demais regiões. Subordinada aos Juízes de Paz, aos Juízes Criminais, aos Presidentes de Província e ao Ministro da Justiça, sendo somente essas autoridades que podiam requisitar seus serviços. (RIBEIRO, 2001).  Altamente politizados, em tempos de paz eles ocupavam as Câmaras Municipais. A família de José Pedro era da chamada Açucarocracia ou aristocracia sergipana de origem portuguesa que se dedicou tanto a indústria sucroalcooleira, quanto à pecuária e participou intensamente na política local. Cabia ao governo escolher os Coronéis e os Majores de Legião da Guarda Nacional. Mas os demais oficiais, inicialmente, eram escolhidos através de eleições em que votavam todos os guardas nacionais. Foi exatamente o mérito e a capacidade de liderança, bravura e criatividade de José Pedro que o fizeram subir de alferes (aspirante) a tenente e a capitão da Guarda. Conflitos com o Exército ocorriam em pequena escala, isoladamente entre seus membros. No Correio Sergipense de 1861 - 18 setembro revela-se  hostilidade aberta entre Militares do Exército e membros da Guarda Nacional em que Manoel e seu filho vão às vias de fato com  o 2o Cirurgião do Exército Antonio da Silva Daltro. Por fim, em escala maior, ao menos um confronto direto com o Exército ocorreu em 1842 na Revolta dos Liberais. Ficou célebre a batalha de Santa Luzia no estado de Minas Gerais entre o barão de Caxias e Teófilo Ottoni. Daí para a frente um longo atrito fez com que a Guarda fosse lentamente perdendo espaço pelas diversas reorganizações impulsionadas pelo Exército. A Guerra do Paraguai foi decisiva para o desenvolvimento do “segmento profissional” do oficialato do Exército bem como do fim da Guarda Nacional. Pode-se ver nela um divisor da história contemporânea. Ela marca o apogeu do Império, mas também procedem dela também as causas principais da decadência e da queda da dinastia. Durante a guerra José Pedro escreve ao pai fazendo severas críticas aos militares. Os conflitos pós guerra continuaram acentuados e foram responsáveis por disputas de postos no Corpo de Bombeiros e outras instituições.  No pós guerra José Pedro estava elaborando uma intensa ação de divulgação da eficácia e modernidade dos Bombeiros onde estava lotado como capitão aos 25 anos. Isto se dava por  um lado através de abaixo-assinados, publicados na mídia, elogiando as ações  de salvatagem nos incêndios, por outro lado divulgando o apoio ao uso de novas tecnologias, como telefone e em 1877 nos métodos de treinamento de espírito de equipe por meio do futebol, em conjunto com a comunidade britânica residente no Rio e Niterói.  Tudo isto gerou a antipatia dos militares e o conflito resultou em sua exoneração juntamente com  outros elementos da Guarda.

Fator social formando o espírito  belicoso e o interesse pela tecnologia

A tradição secular em Sergipe de guerras, invasões e rebeliões desde a fundação até o século XVIII criou uma cultura de auto defesa armada que perdurou até o século XX. Neste ambiente contraditório de homens sensíveis a manifestações culturais mas necessariamente valentes e prontos para a luta é que José Pedro Vianna foi criado. A região tinha também desde cedo um interesse em desenvolver soluções tecnológicas para os problemas de negócios locais. Isto fez de José Pedro uma pessoa aberta a inovações tecnológicas, o acompanhamento de avanços no mundo e a experimentação de técnicas e métodos criativos no ambiente de trabalho visando talvez se independizar de mão de obra escrava a exemplo do que estavam fazendo os britânicos. Na tradição desta fazenda o papel integrador do Teatro permitiu que José Pedro desenvolvesse uma natural facilidade de comunicação e liderança com comandados que o estimavam e respeitavam. Seu espírito indômito revelou-se inclusive em testar a inovação tecnológica bélica de pilotar balões de reconhecimento, suportado também por sua habilidade de desenho, utilíssima para mapeamento, adquirida  nas oficinas de arte do Theatrinho Popular de seu pai em Sam Christovam. Quanto a métodos de trabalho em equipe há registros de adoção sua de técnicas americanas, de filosofias do exército roamano. Tais influências aperfeiçoaram suas habilidades fazendo dele um verdadeiro líder.
Digno Bellatori et Illustrissimo Viro - Esta saudação acima foi proferida por um dos oficiais da Guarda Nacional ao condecorar José Pedro Vianna. Foi uma analogia ao valente Conde Odoário, o repovoador das terras de Chaves e da Galiza Histórica na idade média, que também era reconhecido por sua bravura. No relatório abaixo ilustram-se os dados de sua fé de ofício datada de Vila do Rosario, 19/12/1869 que atestam seu destemor nas refregas.

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Este relatório,contudo,  é incompleto pois ele havia combatido em Tuiuti, Curuzu e Curupaiti em 1866 conforme registra o diploma da Ordem da Rosa em posse da família.  Eis o que algumas de suas cartas relatam da experiência deste tempo:


Depois de cada investida viam-se batalhões inteiros aniquilados. Na assuada, a soldadesca já nem sabia os nomes de seus camaradas mais próximos de tão
imundos de sangue e lama. Momentos havia que não se sabia se o sangue que
espirrava era do próprio corpo ou do combatente ao lado. A saraivada rasante rugia precedida por uma trovoada de salvas de obus que rasgavam as costas,  o ventre e muito freqüentemente os braços dos homens. As baixas foram tão elevadas que isto foi ocultado por muito tempo. Já havia muitos hospitalizados na retaguarda com ferimentos, pneumonia, febres, diarréias , pé de trincheira, varíola, bexigas, beri-beri. Com a chegada dos de Curupaity as enfermarias e hospitais de campanha ficaram saturados. Várias unidades a que pertenci tinham sido extintas e só alguns poucos de nós haviam escapado com vida. Por isso gozávamos da fama de bravos bafejados pela sorte. Mas as cicatrizes da refrega, o ódio ao inimigo e a suspeição contra o oficialato por parte dos da Guarda Nacional ficaram profundamente enraizados. O melhor companheiro do infante é mesmo seu (fuzil) Minié, que só os mais hábeis conseguem carregar pela boca e dar até quatro tiros por minuto.

Fator frustração amorosa

Muito provavelmente foi nas festivas sessões do Theatrinho Particular(http://domingosejoanita04.blogspot.com.br/ ) de que seu pai  era Diretor (citado em 29/10/1847 no Correio de Sergipe), é que José Pedro deve ter  conhecido as gêmeas Rosa Alva e Rosa Carmen, filhas de um coronel do Exército. A  uma delas José dedicou os versos:

Rosa tu és minha esperança
E não sais-me da lembrança
Nunca mais te esqueci
Não sei se és carmin ou alva rosa
Sé sei qu ‘ era a mais prosa
Desta terra onde nasci .

Todavia o romance frustrado tanto pela proibição do pai das jovens que não tolerava que um membro da Guarda namorasse uma de suas filhas, quanto por um mal- entendido entre os enamorados, acaba em uma tragédia antes mesmo de ser resolvido. Por volta de 1863 ocorre a morte de uma das irmãs vitimada por uma das muitas epidemias de alastrim e pela irremediável deformação do rosto da outra. A tentativa de consolo trazido por Possidônia, uma bela mulata, balzaquiana,  escrava de família, já não estava sendo suficiente para distrair o jovem de cerca de  20 anos e se agravou com  a morte desta amiga com benefícios   por uma epidemia em 1864. Possivelmente esta desilusão deu-lhe uma coragem  acima do normal como um sentimento  auto destrutivo decorrente da desilusão amorosa. Não obstante esta frustração não se indulgenciou numa doentia misoginia. Pelo contrário, durante a Guerra sempre manteve contato protetor e amistoso com vivandeiras, meretrizes e companheiras que seguiam com a tropa. Socorreu pessoalmente aquelas que se feriram em combate, motivou-as nas atribulações e consolou as que enviuvaram. Em seus escritos há menção a eventos envolvendo mulheres cujos nomes eram Florisbela, Maria Curupaity, Aninha Gargalha, Maria Fuzil, Clemência, Rozilda e outras.

Fator Patriotismo estimula a população e a Guarda para Guerra

O aprisionamento do navio Marques de Olinda  e o ataque de surpresa ao forte Nova Coimbra despertou em toda a população um sentimento fortíssimo de patriotismo.
A Guerra era vista por José Pedro Vianna, bem como para a maioria dos jovens, como uma
 Expressão de  patriotismo para defender a honra nacional para qual todo brasileiro válido deve contribuir até com o próprio suor e sangue”.  

 Por isso se alistou na Guarda Nacional aos 21 anos. Havia um apoio incondicional pela população  à mobilização, como se pode ver em suas anotações:
 “As despedidas de São Cristóvão para a corte foram entusiásticas e calorosas. Mas as da Corte que encaminharam as tropas para o Sul foram grandiosas.”

Fator Economico alavancador da Migração para o Sul ante bellum e post bellum

A economia de Sergipe só começa a se recuperar de dois séculos de devastação decorrente de guerras e invasões  com a separação da Bahia em 8 de julho de 1820, após um breve surto que fez a região ser responsável em 1723 por um terço da produção de açúcar da Bahia. Mas o crescimento da produção começou a sentir o impacto da proibição do comércio de escravos no Atlântico como resultado da pressão Britânica, resultante do Ato contra o Comércio de Escravos de 1807. Diversas leis foram sendo votadas que sinalizaram o fim inevitável da escravidão a partir de 1831. Em Março de 1845 esgotou-se o prazo do último tratado assinado entre o Brasil e o Reino Unido e o Governo britânico decretou, em agosto, a Bill Aberdeen, que dava ao Almirantado britânico o direito de aprisionar navios negreiros, mesmo em águas territoriais brasileiras, e julgar seus comandantes.Tudo isto afetou profundamente a economia de Sergipe que passou a encolher e a exportar mão de obra de todos os tipos para o sul.  Manoel José Vianna que vinha desde a década de 20 ampliando suas atividades de Fazenda sucroalcooleira e pecuária, vai a partir de 1840 mudando o perfil de atividades para exportação interna de escravos. Concomitantemente cidadãos livres vão também migrando para a Corte e para o vale do Paraíba. As atividades políticas de Manoel José Vianna eram as típicas de um homem de negócios do Império como se vê nos recortes da época, que o caracterizam como português de origem, membro da Guarda Nacional e Eleitor, manifestando-se lealmente com freqüencia em prol da monarquia, ou organizando as eleições, ou atuando como secretário da Câmara, ou em registros de viagens e propriedade de alguns patachos, (veleiro, de dois mastros com a vela de proa redonda e a de ré do tipo latina quadrangular, deslocamento variando entre 40 e 100 toneladas e que comprimento de 20 a 40 metros), que eram usados para transporte rápido de escravos para o Sul. A escravatura permeava toda a sociedade brasileira. Nos recortes do Diario Novo de 1842 a 1848  vê-se o envio de muitos escravos por Manoel José Viana para o sul. Nestas remessas pode-se observar as nações e etnias a que pertenciam os escravos africanos negociados, a saber: Angola, Benguela, Costa, Cassange, Baca, Moçambique. Fica também evidenciada a transversalidade da escravidão. Há crioulos, pardos, de nação, brancos (?), índios, caboclos e mamelucos. Isto reflete a grande dificuldade, depois de alguns séculos de saudável miscigenação, distinguir pela cor da pele  ou tipo de cabelo a etnia de alguém no Brasil. Observe-se que hoje reconhece-se cerca de 130 tons de pele e mais de 30 tipos de cabelo no Brasil. A escravidão permeava toda a sociedade, todos queriam ter escravos e até alguns escravos se conformavam com sua situação como elemento servil. Por isso há proprietários de todo tipo: fazendeiros,  políticos,  negociantes, militares, padres (alguns dos quais encarregando seus filhos de conduzir a negociação) , e até mesmo escravos de ganho (porque tinha renda em seu tempo livre e podiam comprar escravos).

O Fator migração alemã e a cafeicultura no vale do paraíba.

Por volta da 1865 já a economia Sergipana estava em franca decadência e sujeita a epidemias anuais que davam aos jovens um profundo desejo de sair dali. Este foi um fator determinante nas escolhas José  Pedro, o filho  primogênito de Manoel  José  Vianna, tanto ante bellum  quanto post bellum.O contato de José Pedro e de sua família vem, desde São Cristóvão, com migrantes alemães da primeira onda que ocorre entre 1818-1830.  Dois fatores provocaram esta primeira leva germânica: a destruição e perseguição provocada pelas guerras napoleônicas; e uma industrialização  do norte que desestruturou a economia semi feudal e seu mercado de trabalho. Os diversos principados, condados e ducados germanófonos contribuíram com a maior parte dos 5 milhões de pessoas que emigraram majoritariamente para as Américas. Três tentativas frustradas de colônias  foram feitas na Bahia em 1818 (com o naturalista José Guilherme Freyreiss liderando a colônia Leopoldina), 1821 e 1822, resultando na dispersão pelo país destes colonos com suas numerosas famílias que tinham alta fecundidade média de 8,5 filhos das suas mulheres. Uma outra tentativa mal sucedida  estimulada por D João VI em 1819 em Nova Friburgo foi salva parcialmente em 1824 com a vinda de 320 suíços. Os Ramming (família de João Henrique Ramming, pai de Anna Henriqueta Linden Ramming sua futura esposa) vieram para o Brasil nesta fase, mais provavelmente no primeiro grupo de Friburgo que se dispersou pela Província do Rio de Janeiro vindo sua família fixar-se em Piraí. Só em 1829 e 1830 com D Pedro I é que começaram os demais migrantes germânicos em a ir para os estados do sul do Brasil. Já a mãe de  Anna Henriqueta Linden Ramming era Marianna Herrmann Linden que era filha de dois migrantes  (Johannes Linden e Susanna Herrmann) que vieram na levas que introduziram o elemento germânico em Petrópolis e que está dividido em dois grupos: em 1837 no navio "Justine" em número de 235, e em 1845, em 13 navios, totalizando de 2.111 pessoas. 
Este background do campo migratório favoreceu  a fusão dos caldos culturais que ele e sua futura esposa carregavam. Ele duplamente migrante, por ser filho de português mas também por ser migrante interno, desterrado que era de sua terra natal em Sergipe. Ela por descender de duas famílias de migrantes alemães. José e Anna estiveram  associados à iniciativa de colonos sócios da Fazenda Pinheiro do Comendador Breves e lá conheceu sua  futura esposa, Anna Henriqueta, com quem já maduro, em 1879, casa-se em Arrozal.




O Fator Saúde 

Sabe-se que seu tabagismo e todas as agruras do teatro de operações tiveram efeito devastador sobre sua saúde vindo a falecer aos 50 anos de idade em 1894. Mas nada disto impediu mesmo que casando-se tardiamente tivesse 5 filhos, mais de 25 netos mais de  35 bisnetos.

Considerações finais

Este artigo pretendeu contribuir para o conhecimento mais detalhado da da interação entre a pequena e a grande histórias. Tendo analisado rico material particular de arquivos de família de um combatente da Guerra do Paraguai  foi possível reconstituir alguns aspectos da vida privada na segunda metade do século XIX.

Na tabela abaixo resumem-se as interligações entre as questões, hipóteses e os fatores que resumem uma trajetória de vida de um militar do século XIX.


Referências Bibliográficas:

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Arquivos de Cartas da família Ramming Vianna Diversos autores desde 1840 a 1905.

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RIBEIRO, José Iran, (in: Quando o Serviço nos Chama, Os Milicianos e os Guardas Nacionais Gaúchos (1825-1845), PUCRS, Porto Alegre, 2001.)







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Em 15/04 2017, sábado de aleluia, Leonardo Pacheco  Murat de Meirelles Quintella trineto de José Pedro Vianna acompanhado de sua esposa Brunna Maria do Amaral Linhares Quintella visitaram a cidade de São Cristóvão - Sergipe  e a Igreja de N S da Vitoria. La prestaram homenagem ao ancestral em seu lugar de batismo em 1844 numa semana santa em data incerta. Sua certidão de óbito indica: Certidão de Óbito a 23/7/1894 11ª Pretoria reg 943  liv 17 de óbitos fl 72 em que surgem sua idade - 50 anos, natural de Sergype, residência no Eng Velho – R Senador Nabuco 93; sepultado no Cem. S Fco Xer.




Abaixo vê-se o brasão da cidade de São Cristóvão - Sergipe fundada ainda no período espanhol.








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