Em construção permanente
Esta é a continuação do capítulo de
mesmo número no endereço abaixo
domingosejoanita.blogspot.comNeste blog (Cont 2) a ênfase é na continuação do link abaixo:
http://domingosejoanita01.blogspot.com.br/2015/01/cap-0-introducao-cont-1.html
Cap 5 Ascendentes de Joana
Cap. GN José Pedro Vianna
A continuação deste capítulo se encontra no link abaixo
(http://domingosejoanita03.blogspot.com.br/
Fontes históricas empregadas
Fontes escritas:
Diplomas de Campanha e Ordem da Rosa
Patente da Guarda Nacional
Fé de Ofício manuscrita data de 1869 (
originais)
Sketches comentados do Investigado ( fragmentos)
Cartas do Investigado e de
parentes
Caderno de campo do investigado
Certidão de óbito de 1894 com a idade
de 50 anos (original)
Certidões de casamento da Cúria do Rio
de Janeiro
Certidões de óbito originais
Testamento do Comendador Breves do
arquivo de Piraí
Jornais da época (in Hemeroteca
Nacional): Correio de Sergipe, Correio Sergipense, O Apóstolo, Jornal do Brasil, Diário do Rio
de Janeiro, O Diário Novo, Gazeta Oficial do Império do Brasil,
Relatórios do Presidente da Província
Fontes Materiais não escritas:
Medalhas de Campanha e Ordem da Rosa,
Fotos da época, Botões e insígnias de
fardamento, balastracas
Linhagens genealógicas in Family
Search
Bonecos ,trajes, sketches, Ilustrações
Fontes imateriais:
Relatos e testemunhos tradicionais do Theatrinho
Particular
Poesias e canções resgatadas junto a depoentes
Uma visão de um Capitão
Voluntário da Pátria sobre a Pequena História
da Guerra do Paraguai – José Pedro Vianna ( 1854 – 1894)
Heitor Luiz Murat de Meirelles Quintella
Universidade Federal Fluminense
Instituto Histórico e Geográfico de Niterói
Palavras Chave: História do
Brasil no Século XIX, Guarda Nacional na Guerra do Paraguay, Campos sociais
migratórios, Biografia e Genealogia.
Pequena
História de um cidadão de Sam Christovam – SE, no século XIX, vivenciando momentos da decadência do Nordeste, do apogeu,
da decadência e do fim do Império. Derivado
de pesquisa genealógica no âmbito do Projeto Fatores Humanos e Tecnológicos da
Competitividade empregandofontesda época oficiais, pessoais,
recortes de jornais e tradição oral, encontra-se tom, apesar da
crescente tensão entre Guarda Nacional e Exército, alinhado com o patriotismo
típico da historiografia tradicional. Analisa-se como o contexto familiar,
eivado da cultura agrícola do campo migratório, associado às epidemias e
paixões influencia seu alistamento, comportamento de líder ousado e suas
memórias em combate, condecorações e engajamento pós Guerra como Capitão
Bombeiro da Corte, adesão às mudanças metodológicas e tecnológicas (como
pilotagem de balões de reconhecimento e adestramento pioneiro de teamwork com
base no futebol amador em campos usados por ingleses no Rio de Janeiro e
Niterói), matrimônio com filha de migrantes
alemães da leva pioneira estimulada por D Pedro II, para criar mão de obra
qualificada na Província do Rio de
Janeiro, participaçãocom sua esposa no experimento da Fazenda do Pinheiro do
Comendador Breves em Piraí e considerações sobre sua saúde fatalmente afetada
sem prejuízo sobre sua numerosa descendência.
Introdução
A abordagem aqui adotada é o
estudo de um cidadão comum, através de documentos oficiais, de história oral
familiar e de como os impactos de grandes movimentos da História o afetaram.
Trata-se aqui de desafiar o conceito de que as pessoas comuns não têm papel
transformador, porque não têm potência influenciadora de massa. Trata-se de
negar a tese de Carlyle que a História só é feita por figuras de proa
magnificadas pelo culto às suas
personalidades.Trata-se de negar a farsa dos Napoleões, Hitleres, Mao Tse Tungs
e Stalins que em sua psicopatia arrastaram milhões ã fome miséria e morte.
Observa-se como estas pessoas
comuns com o espírito de migrante foi
desenvolvido e superado. A migração sendo em si um fenômeno geográfico que possui
implicações territoriais e existenciais impõe o sair do seu lugar, envolvendo
processos de desterritorialização e reterritorialização, caóticos e
imprevisíveis e por conseqüência, nem sucessivos, nem ordenados, nem
padronizados. Por outro lado a identificação de vetores sociais e pessoais que
estimularam o engajamento de voluntários na Guerra
Alguns documentos originais, recortes
de jornais da época bem como impressões
pessoais em cartas do investigado
são citados para ilustrar os seus percalços no período e que devem igualmente
ter afetado muitos outros brasileiros em situação semelhante. José Pedro foi
membro da Guarda Nacional (a organização rival do Exército), Voluntário da
Pátria sobrevivendo a diversos ferimentos e devastações de Corpos de
Voluntários inteiros por febres palustres, condecorado com as medalhas da
Campanha do Paraguay e da Ordem da Rosa, tendo sido pioneiro no uso de balões
em ações de reconhecimento de terreno em teatro de operações de guerra no país.
Seus hábitos de disciplina
militar o levaram a aplicar depois da Guerra, no primeiro Corpo de Bombeiros do
Brasil, na Corte, métodos de adestramento pioneiros de teamwork e disciplina, com
base no futebol amador, em campos usados por ingleses no Rio de Janeiro e
Niterói. Nesta posição pós Guerra enfrentou também toda a hostilidade dos
oficiais positivistas do Exército, que já tramavam o golpe contra o Imperador e
precisavam destruir a Guarda Nacional e impedir que continuasse sendo cultivada
sua boa imagem junto à população. Em sua vida privada vivenciou, como filho de migrante
lusitano, um casamento único com a filha de migrantes da Bélgica e Dinamarca
que vieram para o Brasil na leva migratória denominada “germânica”, pioneira no
Brasil estimulada por D Pedro II para criar mão de obra qualificada no interior
da Província do Rio de Janeiro. Sua vida mostra que homens simples também podem
ser heróis e que a verdadeira nobreza não é de sangue, nem de berço, mas da
superação de si mesmo e de atitude digna e equânime com todos. Muitos dos fatos
relatados se baseiam em documentos de família e tradição oral que divergem às
vezes da história oficial, pois a verdade histórica, como na Física, depende do
referencial em que o observador se encontra.
Metodologia
Além da abordagem clássica geral
de qualquer estudo histórico como indicado por (Cardoso e Vainfas, 1997) este
requer também uma abordagem menos tradicional com a metodologia de história
oral. A história oral pode dar grande contribuição para o resgate da memória de
uma nação e tem-se revelado como um método promissor para complementar outras
fontes. Assim a memória de um homem que frequentemente é mantida em ambiente
familiar pode esclarecer e complementar a memória coletiva, Pode outrossim
evidenciar novos fatos com a inclusão de novas perspectivas à historiografia e
novos fundamentos para análise de fatos coletivos. (Thompson, 1998) e (Alberti,
1990).
Como procedimento metodológico de
História, Genealogia, Antropologia ou Sociologia, a história oral busca
registrar e perpetuar impressões, vivências, lembranças dos indivíduos que
compartilham e participam da memória da coletividade, dando colorido e vividez
a situações já documentadas, que de outra forma passariam desapercebidas. (MATOS
e SENNA, 1996). Em particular tradições familiares mantidas por décadas são
levantadas em entrevistas e a partir de pistas documentais diversas, tais como
cartas, recortes de jornais, documentos pessoais. Com isso foi possível reconstituir visões pessoais de conjunturas
sociais, visões de mundo que já não mais existem. (Cartas e Documentos in http://domingosejoanita02.blogspot.com.br/).
Práticas e Estilos de História Oral podem ser de 4 tipos: arquivo – documentalista, difusor populista,
reducionista, analista completo. O
primeiro lida com a organização de entrevistas e testemunhos orais; o segundo
trata de criar acervos orais sem avançar em seus conhecimentos; o terceiro usa
a evidência oral como complemento e o quarto usa o material oral com outras
fontes de forma interpretativa e crítica buscando entender as relações entre
pessoas em múltiplos níveis. A presente pesquisa usa a terceira e a quarta
práticas e estilos, usando como leads algumas fontes chave, saber: (Quintella, 2014), (Quintella, 2015), (Arquivos de
Cartas de Família Raming Viana, 1840 a 1905).
As fontes históricas empregadas na pesquisa
"A
história se faz com documentos escritos, quando existem. Mas ela pode e deve
ser feita com toda a engenhosidade do historiador... Com palavras e sinais.
Paisagens e telhas. Formas de campos e ervas daninhas. Eclipses lunares e
cordas de atrelagem. Análises de pedras pelos geólogos e de espadas de metal
pelos químicos".
Combates
pela História(1953), Lucien Febvre.
Editorial Presenca, Lisboa, 1989
As
fontes históricas são as fontes que o historiador ou genealogista usa
para realizar sua pesquisa. Assim sendo, tudo que foi produzido pelo ser humano
que revela traços de sua interação com o mundo dá acesso ao entendimento do
passado. Na presente pesquisa foram usadas como fontes históricas tanto os
tradicionais documentos textuais (crônicas, memórias, registros cartoriais,
processos criminais, cartas legislativas, obras de literatura, correspondências
públicas e privadas e tantos mais) como também diversos outros (tais como
entrevistas diretas com descendentes e indiretas com contemporâneos através de
relatos dos que conviveram com parentes do investigado) que forneceram um
testemunho, depoimento ou um discurso proveniente da vida passada de José Pedro Viana e da realidade
relevante um dia vivenciada por ele. Alguns destes dados podem ser encontrados
em modernos veículos como blogs e sites relacionados na bibliografia. (BLOGS)
Nesta pesquisa foram também
usadas algumas fontes materiais não-escritas como
fonte de informação. Estas podem ser uma vasta gama de tipos, a saber: objetos,
utensílios, ferramentas, armas, roupas, acessórios, máquinas, veículos,
instrumentos, construções, pinturas, esculturas, espaços artificiais e
naturais, fenômenos naturais, o corpo humano, animais, plantas, alimentos, etc.
Que esclarecem hábitos, costumes e modos de viver e ver o mundo. Tais fontes já
foram usadas desde pelo menos o período Renascentista como apontou Burke
[2003] valorizando findings em antiquários que permitiam descobrir a
história escondida neles. Tanto nos pertences do gabinete de curiosidades de
família quanto em antiquários forneceram
pistas.
Pela
natureza do alvo da pesquisa foi necessário usar fontes escritas, fontes
materiais não-escritas e fontes não-materiais (ou imateriais).
a) Fontes
escritas: “Sem documento não há história”
Seignobos
As
fontes escritas por ainda serem as mais comuns e sólidas no estudo da História,
e de certa forma as que adicionam mais clareza de entendimento, serviram sempre
de base para o avanço em direção às demais fontes que exigem um nível mais
apurado de atenção e abstração, por terem algum grau de subjetividade, e
requisitarem um racional que perceba além do visível e do que está palpável. Aqui tanto documentos oficiais de cartas
patente, certidões cartoriais , fés de ofício e recortes de jornais foram
empregadas.
b) Fato histórico e Problema Histórico:“Lucien Febvre: “Sem problema não há história”.
O
conceito de fonte histórica está relacionado com o conceito de fato
histórico como aponta Edward Hallet Carr [1996] que é
necessária uma crítica para se analisar fatos e encontrar a cadeia de
significância que possa contextualizar e interligar outros acontecimentos
importantes de serem lembrados em uma vida, em um lugar, em uma época, no seio
de uma sociedade. Esta análise é que garante a plausibilidade e validade da fonte como de
natureza histórica, e por sua vez como um fato histórico.
“É comum dizer-se que os fatos falam por si. Naturalmente
isto não é verdade. Os fatos falam apenas quando o historiador os aborda: é ele
quem decide quais os fatos que vêm à cena e em que ordem ou contexto”. (CARR,
1996).
“... a história não pode proceder a partir dos fatos: não há
fatos sem questões, nem hipóteses prévias. Ocorre que o questionamento é
implícito; mas, sem ele, o historiador ficaria desorientado por desconhecer o
objeto e o lugar de suas buscas. [...]. A história não é uma pesca com rede; o
historiador não lança seu barco na tentativa de apanhar alguns peixes, sejam
eles quais forem”. (Prost, 2008). .
“O passado só se torna história quando expressamente
interpretado como tal; abstraindo-se dessa interpretação ele não passa de
material bruto, um fragmento de fatos mortos, que só nasce como história
mediante o trabalho interpretativo dos que se debruçam, reflexivamente, sobre
ele”. (RÜSEN, 2001).
Nesta
pesquisa a partir de fontes escritas e fatos históricos comprovados sobre vida
de José Pedro Viana formulou-se o problema
de entender os motivos de seu alistamento na Guarda Nacional, no Corpo de
Voluntários e sua atitude temerária de bravura indômita em combate. Sua sede de
reconhecimento na atuação no Corpo de Bombeiros da Corte, sua relação atribulada com as mulheres na
juventude e por fim sua pacificação no casamento com esposa pertencente como
ele à cultura migratória.
c) Fontes materiais não-escritas:
c) Fontes materiais não-escritas:
Na presente pesquisa arquivos familiares que pareciam
verdadeiros gabinetes de curiosidade, permitiram recorrer-se às chamadas
“ciências auxiliares”:
- diplomática (estudo dos documentos);
- numismática (estudo das moedas);
- heráldica (estudo dos brasões e escudos);
- genealogia (estudo das linhagens familiares);
- codicologia (estudo físico dos livros);
- história da arte, etc.
d) Fontes imateriais:
Através
do desenvolvimento do conceito de cultura é que as fontes
históricas imateriais começaram a ganhar maior significado e importância. Assim
tudo que não é tangível, que não está registrado num suporte físico (papel,
pergaminho, madeira, pedra, argila, meio digital, etc.), mas que se transmite
através da cultura de forma oral, corporal e simbólica. Festas, ritos, cultos,
celebrações, música, poesia, dança, teatro, ofícios, história oral, costumes,
hábitos, lendas, saberes, folclore, mitologia, etc., tudo que esteja
relacionado a vida cotidiana de uma comunidade, que represente aspectos sociais
e culturais de um povo. Nesta pesquisa buscou-se reconstruir alguns
aspectos da “história das idéias”, “história das mentalidades”, “cultura
imaterial”, “imaginário social”, da segunda metade do século XIX em
um segmento da sociedade a que José Pedro Viana pertenceu, visando entender
como estes itens o influenciaram. Assim procurou-se de certa forma praticar alguns estudos
típicos de micro-história dos italianos Carlo Ginzburg e
Giovanni Levi entrelaçado com o conceito de Clifford Geertz (GEERTZ, 2008) em que a cultura seria:
“Um padrão, historicamente transmitido de significados
incorporados em símbolos, um sistema de concepções herdadas, expressas em
formas simbólicas, por meio das quais os homens se comunicam, perpetuam e
desenvolvem seu conhecimento e suas atitudes acerca da vida”.
A
principal fonte imaterial de impacto
importante pesquisada foi a do Theatrinho Popular de Manoel José Vianna em Sam
Christovam.
Classificação do nível das fontes empregadas :
Por
fim, também é necessário indicar que nesta pesquisa foram usadas as três formas de fontes:
Fontes
primárias ou originais: produzidas no
contexto temporal e contemporânea do alvo de estudo: manuscritos, sketches,
livros, medalhas, baús de família, documentos,
cartas, etc...foram empregados.
Fontes
secundárias na forma de análise, descrição,
estudo, interpretação, apropriação da fonte primária, foram empregadas. Igualmente
algumas cópias, transcrições e restaurações
foram usadas.
Por
fim, fontes terciárias abrangeram uma gama de conteúdos específicos ou
variados atuando de forma organizadora. Almanaques, um manual, livros de notas,
livros de memórias, foram usados como obras terciárias.
Impactos sobre Abordagens Variadas:
Impactos sobre Abordagens Variadas:
Com
esta análise da pequena História de José Pedro Viana consegue-se
levantar até certo ponto restrito sua interação com a Política, a
Economia, a Demografia, a Tecnologia, a Cultura e a Sociologia de seu
tempo. Ao longo de uma linha que no
Brasil tem sido explorada por trabalhos de Mary del Priore que trabalha
com a história do amor, das mulheres, das crianças, da cultura popular, etc. Ou
como o historiador S. Schama(SCHAMA, 1996) que estudou a paisagem
como fonte histórica.
Na verdade uma variedade de fontes foram usadas no caso presente, a saber: artes, ciências, tecnologia, costumes, hábitos, opinião pública, festejos; vestimentas, armas, ferramentas; paisagens naturais, rurais e urbanas; conceitos, ideias, modelos sociais, científicos, religiosos, econômicos, políticos, etc; guerra, paz, forças armadas; religião, memória, esquecimento, oralidade, escrita; sexualidade, feminilidade, machismo; meios de transporte, meios de comunicação; imaginário social, folclore, mitologia, lendas, superstição, crendices, etc.
Na verdade uma variedade de fontes foram usadas no caso presente, a saber: artes, ciências, tecnologia, costumes, hábitos, opinião pública, festejos; vestimentas, armas, ferramentas; paisagens naturais, rurais e urbanas; conceitos, ideias, modelos sociais, científicos, religiosos, econômicos, políticos, etc; guerra, paz, forças armadas; religião, memória, esquecimento, oralidade, escrita; sexualidade, feminilidade, machismo; meios de transporte, meios de comunicação; imaginário social, folclore, mitologia, lendas, superstição, crendices, etc.
O cenário da Grande História
O
Império do Brasil tinha a pretensão de ter como destino manifesto o controle do
Rio da Prata. Apesar de frustrada esta intenção, aceitando a fortiori a
independência da província Cisplatina, que originou a república do Uruguai, não
perdeu a força hegemônica na região. A projeção de seu Poder Naval exigia
garantir a abertura da bacia do Prata à livre navegação, para viabilizar melhor
comunicação com as províncias do Mato Grosso e Goiás. Por outro lado era necessário
impedir o surgimento de uma Força Antagônica na região que pudesse reunificar o
antigo Vice-Reino do Prata. O primeiro
movimento neste sentido ocorreu em 1851,
quando em aliança com Urquiza de Entre Rios e Corrientes o Império derrotou Rosas de Buenos Aires.
Entretanto
a ditadura de José Gaspar de Francia isolou temporariamente o Paraguai. E foi
Carlos Antonio López que começou a abertura para os países vizinhos e ensaiou a
resolução das pendências e contenciosos com os mesmos. A Argentina não reconhecia a própria independência do Paraguai. Já com o Brasil a disputa era pela abertura
do rio Paraguai à livre navegação e
pelos territórios fronteiriços com a província do Mato Grosso. Até a década de
1860, a diplomacia de divide et impera desviou a tensão para os confrontos
entre Brasil e Argentina. Francisco Solano López, filho de Carlos Antonio, a
partir de 1862, promoveu uma política agressiva de interferência nos negócios do
Prata. Jogando com alianças divisivas com as facções em conflito nos países
vizinhos, estimulou instabilidades entre o general Urquiza, o unitarista de Bartolomeu Mitre em Buenos
Aires, e o governo blanco do Uruguai. Enquanto isto o roubo de gado dos
estancieiros gaúchos e a fuga de escravos acoitada por uruguaios gerou uma
demanda de ações de contenção, bem como de pedidos de indenizações aos
Brasileiros. Queixavam-se ainda os rio-grandenses de sofrerem perseguições, a
que Montevideo fazia vista grossa e ouvidos de mercador. Na defesa dos seus
interesses comerciais e políticos o Império apoiava os oposicionistas colorados
de Venâncio Flores. Explode então o conflito em 1864, com a invasão imperial do Uruguai. No
ano seguinte Lopez invade de surpresa o Brasil. É neste cenário que se estuda o
papel e vicissitudes do protagonista
A
descoberta dos fatores chave de mobilização de José Pedro
Fator Contexto familiar formando o espírito
complexo e inquieto
O pai de José Pedro Vianna (1844 – 1894) é Manoel José
Vianna Migrante português migrado para o Brasil no fim do século XVIII, casado
com Joanna Baptista de Jesus. Em São Cristóvão se destacou como fazendeiro,
tenente coronel da Guarda Nacional, Eleitor e Secretário da Câmara local. Esta
cidade foi a quarta cidade mais antiga do Brasil
(logo depois de Salvador, Rio de Janeiro e João Pessoa) e segunda urbe real mais
antiga fundada por não-portugueses. Os espanhóis, por meio de Cristóvão de Barros,
a 1 de Janeiro
de 1590,
no contexto da Dinastia Filipina
em Portugal, a fundaram visando
estrategicamente preencher o vácuo geopolítico entre
Olinda e São Vicente. O contexto familiar se estabeleceu num ambiente sensível
de legado de violência e que os migrantes tentaram mitigar com ações culturais.
Pelos documentos encontrados Manoel, com esta intenção mitigante, manteve uma
atividade pioneira de teatro misto de humanos e bonecos, que atraiu tanto para
seus intérpretes, quanto para seu público uma rara mistura de classes e etnias. A atividade política de Manoel José é
largamente documentada na imprensa da época e revela, entre outras características
interessantes, os atritos pessoais decorrentes do conflito da Guarda Nacional
com o nascente Exército.
Fator conflito Guarda Nacional X
Exército ante bellum e post bellum
Os
membros da Guarda Nacional pertenciam às elites políticas locais que eram recrutados entre os cidadãos eleitores
e seus filhos, com renda anual superior a 200 mil réis nas grandes cidades, e
100 mil réis nas demais regiões. Subordinada aos Juízes de Paz, aos Juízes Criminais, aos Presidentes de Província
e ao Ministro da Justiça, sendo somente essas autoridades
que podiam requisitar seus serviços. (RIBEIRO, 2001). Altamente politizados, em tempos de paz eles
ocupavam as Câmaras Municipais. A família de José Pedro era da chamada Açucarocracia
ou aristocracia sergipana de origem portuguesa que se dedicou tanto a indústria
sucroalcooleira, quanto à pecuária e participou intensamente na política local.
Cabia ao governo escolher os Coronéis e os Majores de Legião da Guarda
Nacional. Mas os demais oficiais, inicialmente, eram escolhidos através de
eleições em que votavam todos os guardas nacionais. Foi exatamente o mérito e a
capacidade de liderança, bravura e criatividade de José Pedro que o fizeram subir
de alferes (aspirante) a tenente e a capitão da Guarda. Conflitos com o
Exército ocorriam em pequena escala, isoladamente entre seus membros. No Correio Sergipense de 1861 - 18 setembro
revela-se hostilidade aberta entre Militares do Exército e membros da
Guarda Nacional em que Manoel e seu filho vão às vias de fato com o 2o Cirurgião do Exército Antonio
da Silva Daltro. Por
fim, em escala maior, ao menos um confronto direto com o Exército ocorreu em
1842 na Revolta dos Liberais. Ficou célebre a batalha de
Santa Luzia no estado de Minas Gerais entre o barão de Caxias e Teófilo Ottoni. Daí para a frente um longo atrito fez com que a
Guarda fosse lentamente perdendo espaço pelas diversas reorganizações
impulsionadas pelo Exército. A Guerra do Paraguai foi decisiva para o desenvolvimento do “segmento
profissional” do oficialato do Exército bem como do fim da Guarda Nacional.
Pode-se ver nela um divisor da história contemporânea. Ela marca o apogeu do
Império, mas também procedem dela também as causas principais da decadência e
da queda da dinastia. Durante a guerra José Pedro escreve ao pai fazendo
severas críticas aos
militares. Os conflitos pós guerra continuaram acentuados e foram responsáveis
por disputas de postos no Corpo de Bombeiros e outras instituições. No pós guerra José Pedro estava elaborando uma
intensa ação de divulgação da eficácia e modernidade dos Bombeiros onde estava
lotado como capitão aos 25 anos. Isto se dava por um lado através de abaixo-assinados,
publicados na mídia, elogiando as ações
de salvatagem nos incêndios, por outro lado divulgando o apoio ao uso de
novas tecnologias, como telefone e em 1877 nos métodos de treinamento de espírito
de equipe por meio do futebol, em conjunto com a comunidade britânica residente
no Rio e Niterói. Tudo isto gerou a antipatia
dos militares e o conflito resultou em sua exoneração juntamente com outros elementos da Guarda.
Fator social formando o
espírito belicoso e o interesse pela
tecnologia
A
tradição secular em Sergipe de guerras, invasões e rebeliões desde a fundação
até o século XVIII criou uma cultura de auto defesa armada que perdurou até o
século XX. Neste ambiente contraditório de homens sensíveis a manifestações
culturais mas necessariamente valentes e prontos para a luta é que José Pedro
Vianna foi criado. A região tinha também desde cedo um interesse em desenvolver
soluções tecnológicas para os problemas de negócios locais. Isto fez de José
Pedro uma pessoa aberta a inovações tecnológicas, o acompanhamento de avanços
no mundo e a experimentação de técnicas e métodos criativos no ambiente de
trabalho visando talvez se independizar de mão de obra escrava a exemplo do que
estavam fazendo os britânicos. Na tradição desta fazenda o papel integrador do
Teatro permitiu que José Pedro desenvolvesse uma natural facilidade de comunicação
e liderança com comandados que o estimavam e respeitavam. Seu espírito indômito
revelou-se inclusive em testar a inovação tecnológica bélica de pilotar balões
de reconhecimento, suportado também por sua habilidade de desenho, utilíssima
para mapeamento, adquirida nas oficinas
de arte do Theatrinho Popular de seu pai em Sam Christovam. Quanto a métodos de
trabalho em equipe há registros de adoção sua de técnicas americanas, de
filosofias do exército roamano. Tais influências aperfeiçoaram suas habilidades
fazendo dele um verdadeiro líder.
Digno
Bellatori et Illustrissimo Viro - Esta saudação acima foi proferida por um dos oficiais da Guarda
Nacional ao condecorar José Pedro Vianna. Foi uma analogia ao valente Conde
Odoário, o repovoador das terras de Chaves e da Galiza Histórica na idade
média, que também era reconhecido por sua bravura. No relatório abaixo
ilustram-se os dados de sua fé de ofício datada de Vila do Rosario, 19/12/1869
que atestam seu destemor nas refregas.
Este
relatório,contudo, é incompleto pois ele
havia combatido em Tuiuti, Curuzu e Curupaiti em 1866 conforme registra o
diploma da Ordem da Rosa em posse da família.
Eis o que algumas de suas cartas relatam da experiência deste tempo:
Depois
de cada investida viam-se batalhões inteiros aniquilados. Na assuada, a soldadesca
já nem sabia os nomes de seus camaradas mais próximos de tão
imundos
de sangue e lama. Momentos havia que não se sabia se o sangue que
espirrava
era do próprio corpo ou do combatente ao lado. A saraivada rasante rugia
precedida por uma trovoada de salvas de obus que rasgavam as costas, o ventre e muito freqüentemente os braços
dos homens. As baixas foram tão elevadas que isto foi ocultado por muito tempo.
Já havia muitos hospitalizados na retaguarda com ferimentos, pneumonia, febres,
diarréias , pé de trincheira, varíola, bexigas, beri-beri. Com a chegada dos de
Curupaity as enfermarias e hospitais de campanha ficaram saturados. Várias
unidades a que pertenci tinham sido extintas e só alguns poucos de nós haviam
escapado com vida. Por isso gozávamos da fama de bravos bafejados pela sorte.
Mas as cicatrizes da refrega, o ódio ao inimigo e a suspeição contra o
oficialato por parte dos da Guarda Nacional ficaram profundamente enraizados. O
melhor companheiro do infante é mesmo seu (fuzil) Minié, que só os mais hábeis
conseguem carregar pela boca e dar até quatro tiros por minuto.
Fator frustração amorosa
Muito
provavelmente foi nas festivas sessões do Theatrinho
Particular(http://domingosejoanita04.blogspot.com.br/ ) de que seu pai era Diretor (citado em 29/10/1847 no Correio
de Sergipe), é que José Pedro deve ter conhecido as gêmeas Rosa Alva e Rosa Carmen, filhas
de um coronel do Exército. A uma delas
José dedicou os versos:
Rosa tu és minha
esperança
E não sais-me da
lembrança
Nunca mais te esqueci
Não sei se és carmin
ou alva rosa
Sé sei qu ‘ era a
mais prosa
Desta terra onde
nasci .
Todavia o romance frustrado tanto
pela proibição do pai das jovens que não tolerava que um membro da Guarda
namorasse uma de suas filhas, quanto por um mal- entendido entre os enamorados,
acaba em uma tragédia antes mesmo de ser resolvido. Por volta de 1863 ocorre a
morte de uma das irmãs vitimada por uma das muitas epidemias de alastrim e pela
irremediável deformação do rosto da outra. A tentativa de consolo trazido por
Possidônia, uma bela mulata, balzaquiana,
escrava de família, já não estava sendo suficiente para distrair o jovem
de cerca de 20 anos e se agravou
com a morte desta amiga com benefícios por
uma epidemia em 1864. Possivelmente esta desilusão deu-lhe uma coragem acima do normal como um sentimento auto destrutivo decorrente da desilusão
amorosa. Não obstante esta frustração não se indulgenciou numa doentia
misoginia. Pelo contrário, durante a Guerra sempre manteve contato protetor e
amistoso com vivandeiras, meretrizes e companheiras que seguiam com a tropa.
Socorreu pessoalmente aquelas que se feriram em combate, motivou-as nas
atribulações e consolou as que enviuvaram. Em seus escritos há menção a eventos
envolvendo mulheres cujos nomes eram Florisbela, Maria Curupaity, Aninha
Gargalha, Maria Fuzil, Clemência, Rozilda e outras.
Fator
Patriotismo estimula a população e a Guarda para Guerra
O aprisionamento do navio Marques
de Olinda e o ataque de surpresa ao forte
Nova Coimbra despertou em toda a população um sentimento fortíssimo de patriotismo.
A
Guerra era vista por José Pedro Vianna, bem como para a maioria dos jovens,
como uma
“Expressão de
patriotismo para defender a honra nacional para qual todo brasileiro
válido deve contribuir até com o próprio suor e sangue”.
Por isso se
alistou na Guarda Nacional aos 21 anos. Havia um apoio incondicional pela população
à mobilização, como se pode ver em suas anotações:
“As despedidas de São Cristóvão para a corte
foram entusiásticas e calorosas. Mas as da Corte que encaminharam as tropas
para o Sul foram grandiosas.”
Fator
Economico alavancador da Migração para o Sul ante bellum e post bellum
A economia de Sergipe só começa a
se recuperar de dois séculos de devastação decorrente de guerras e
invasões com a separação da Bahia em 8 de julho de 1820, após um breve surto que fez a região ser
responsável em 1723 por um terço da produção de açúcar da
Bahia. Mas o crescimento da produção começou a sentir o impacto da proibição do
comércio de escravos no Atlântico como resultado da pressão Britânica,
resultante do Ato contra o Comércio de Escravos de 1807. Diversas leis foram sendo votadas que
sinalizaram o fim inevitável da escravidão a partir de 1831. Em Março de
1845
esgotou-se o prazo do último tratado assinado entre o Brasil e o Reino
Unido e o Governo britânico decretou, em agosto, a Bill
Aberdeen, que dava ao Almirantado
britânico o direito de aprisionar navios negreiros, mesmo em águas territoriais
brasileiras, e julgar seus comandantes.Tudo isto afetou profundamente a
economia de Sergipe que passou a encolher e a exportar mão de obra de todos os
tipos para o sul. Manoel José Vianna que
vinha desde a década de 20 ampliando suas atividades de Fazenda sucroalcooleira
e pecuária, vai a partir de 1840 mudando o perfil de atividades para exportação
interna de escravos. Concomitantemente cidadãos livres vão também migrando para
a Corte e para o vale do Paraíba. As atividades políticas de Manoel José Vianna
eram as típicas de um homem de negócios do Império como se vê nos recortes da
época, que o caracterizam como português de origem, membro da Guarda Nacional e
Eleitor, manifestando-se lealmente com freqüencia em prol da monarquia, ou
organizando as eleições, ou atuando como secretário da Câmara, ou em registros
de viagens e propriedade de alguns patachos, (veleiro,
de dois mastros com a vela
de proa redonda e a de ré do tipo latina
quadrangular, deslocamento variando entre 40 e 100 toneladas e que comprimento
de 20 a 40 metros), que eram usados para transporte rápido de escravos para o
Sul. A escravatura permeava toda a sociedade brasileira. Nos recortes do Diario
Novo de 1842 a 1848 vê-se o envio de muitos
escravos por Manoel José Viana para o sul. Nestas remessas pode-se observar as nações e etnias a que
pertenciam os escravos africanos negociados, a saber: Angola, Benguela, Costa,
Cassange, Baca, Moçambique. Fica também evidenciada a transversalidade da
escravidão. Há crioulos, pardos, de nação, brancos (?), índios, caboclos e
mamelucos. Isto reflete a grande dificuldade, depois de alguns séculos de saudável
miscigenação, distinguir pela cor da pele ou tipo de cabelo a etnia de alguém no Brasil.
Observe-se que hoje reconhece-se cerca de 130 tons de pele e mais de 30 tipos
de cabelo no Brasil. A escravidão permeava toda a sociedade, todos queriam ter
escravos e até alguns escravos se conformavam com sua situação como elemento
servil. Por isso há proprietários de todo tipo: fazendeiros, políticos,
negociantes, militares, padres (alguns dos quais encarregando seus
filhos de conduzir a negociação) , e até mesmo escravos de ganho (porque
tinha renda em seu tempo livre e podiam comprar escravos).
O
Fator migração alemã e a cafeicultura no vale do paraíba.
Por volta da 1865 já a economia
Sergipana estava em franca decadência e sujeita a epidemias anuais que davam
aos jovens um profundo desejo de sair dali. Este foi um fator determinante nas
escolhas José Pedro, o filho primogênito de Manoel José
Vianna, tanto ante bellum quanto
post bellum.O contato de José Pedro e de sua família vem, desde São Cristóvão,
com migrantes alemães da primeira onda que ocorre entre 1818-1830. Dois fatores provocaram esta primeira leva
germânica: a destruição e perseguição provocada pelas guerras napoleônicas; e
uma industrialização do norte que
desestruturou a economia semi feudal e seu mercado de trabalho. Os diversos
principados, condados e ducados germanófonos contribuíram com a maior parte dos
5 milhões de pessoas que emigraram majoritariamente para as Américas. Três
tentativas frustradas de colônias foram
feitas na Bahia em 1818 (com o naturalista José Guilherme Freyreiss liderando a
colônia Leopoldina), 1821 e 1822, resultando na dispersão pelo país destes
colonos com suas numerosas famílias que tinham alta fecundidade média de 8,5
filhos das suas mulheres. Uma outra tentativa mal sucedida estimulada por D João VI em 1819 em Nova
Friburgo foi salva parcialmente em 1824 com a vinda de 320 suíços. Os Ramming
(família de João Henrique Ramming, pai de Anna Henriqueta Linden Ramming sua
futura esposa) vieram para o Brasil nesta fase, mais provavelmente no primeiro
grupo de Friburgo que se dispersou pela Província do Rio de Janeiro vindo sua
família fixar-se em Piraí. Só em 1829 e 1830 com D Pedro I é que começaram os
demais migrantes germânicos em a ir para os estados do sul do Brasil. Já a mãe
de Anna Henriqueta Linden Ramming era
Marianna Herrmann Linden que era filha de dois migrantes (Johannes Linden e Susanna Herrmann) que
vieram na levas que introduziram o elemento germânico
em Petrópolis e que está dividido em dois grupos: em 1837 no navio
"Justine" em número de 235, e em 1845, em 13 navios, totalizando de
2.111 pessoas.
Este background do campo migratório favoreceu a fusão dos caldos culturais que ele e sua
futura esposa carregavam. Ele duplamente migrante, por ser filho de português
mas também por ser migrante interno, desterrado que era de sua terra natal em
Sergipe. Ela por descender de duas famílias de migrantes alemães. José e Anna estiveram
associados à iniciativa de colonos
sócios da Fazenda Pinheiro do Comendador Breves e lá conheceu sua futura esposa, Anna Henriqueta, com quem já
maduro, em 1879, casa-se em Arrozal.
O Fator Saúde
Sabe-se
que seu tabagismo e todas as agruras do teatro de operações tiveram efeito
devastador sobre sua saúde vindo a falecer aos 50 anos de idade em 1894. Mas
nada disto impediu mesmo que casando-se tardiamente tivesse 5 filhos, mais de
25 netos mais de 35 bisnetos.
Considerações
finais
Este artigo pretendeu contribuir
para o conhecimento mais detalhado da da interação entre a pequena e a grande
histórias. Tendo analisado rico material particular de arquivos de família de
um combatente da Guerra do Paraguai foi
possível reconstituir alguns aspectos da vida privada na segunda metade do
século XIX.
Na tabela abaixo resumem-se as
interligações entre as questões, hipóteses e os fatores que resumem uma
trajetória de vida de um militar do século XIX.
Referências Bibliográficas:
CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS,
Ronaldo (orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e de
metodologia. 5a ed, Rio de Janeiro, Campus, 1997.
Thompson, E. P Costumes Em Comum: Estudos sobre a Cultura Popular Tradicional Cia das Letras, Rio de Janeiro, 1998
ALBERTI V, História Oral: A experiência do CPDOC,
Rio de Janeiro: FGV 1990
MATOS J e ADRIANA SENNA, HISTÓRIA
ORAL COMO FONTE: problemas e métodos, Historiæ, Rio Grande, 1996
Quintella,
H. Sangue e Suor, Superação, Simpatia e Sucesso, Rio de Janeiro - 2014,
Ed
AUTOR, ISBN 978-85-916896-0, 420 pgs)
Quintella,
H. José Pedro Vianna (1844 – 1894) IHGN 2015, 56 pgs
Arquivos
de Cartas da família Ramming Vianna Diversos autores desde 1840 a 1905.
BURKE,
P. Uma
História Social do Conhecimento: De Gutenberg a Diderot. Rio de
Janeiro, Jorge Zahar, 2003.
CARR, Edward Hallet.Que
é história? 4ª ed, São
Paulo, Paz e Terra, 1996.
PROST, A. Doze lições sobre a História.
Belo Horizonte, Autêntica, 2008.
RÜSEN, J. Razão
histórica: teoria da história: fundamentos da ciência histórica.
Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 2001.
GEERTZ,
Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro, LTC,
2008.
Schama,
S. Paisagem e Memória, Cia das Letras, Rio de Janeiro,
(1996),.
RIBEIRO, José Iran,
(in: Quando o Serviço nos Chama, Os Milicianos e os Guardas Nacionais Gaúchos
(1825-1845), PUCRS, Porto Alegre, 2001.)
BLOGS
Relacionados
Blog 1 Genealogia e Historia dos
Meirelles e Afins , Capítulo 5 –
Ascendentes de Joanna Raming Vianna
- http://domingosejoanita.blogspot.com.br/2015/01/cap-5-ascendentes-de-joana.html 18/03/2016 - 15:16.
Blog 2 Genealogia e Historia dos
Meirelles e Afins , Cap
5.2 Introdução cont 2 Os Linden, Herman e Raming, - http://domingosejoanita01.blogspot.com.br/2015/01/cap-0-introducao-cont-1.html. 18/03/2016 - 15:20.
Blog 3 Genealogia e Historia dos Meirelles e Afins 2 - Cap 0 Introdução José Pedro Vianna cont 2http://domingosejoanita02.blogspot.com.br/. 18/03/2016 – 15:22.
Blog 4 Genealogia e Historia dos Meirelles e Afins 1 , Cap 5.2 Introdução cont 2 Os Linden, Herman e Raming http://domingosejoanita01.blogspot.com.br/2015/01/cap-0-introducao-cont-1.html. 18/03/2016 – 15:33.
Blog 5Genealogia e Historia dos Meirelles e Afins 1 , Ascendentes de Joanna Raming Vianna cont 3 http://domingosejoanita03.blogspot.com.br/ 18/03/2016 – 15:36.
Blog 6 Genealogia e Historia dos Meirelles e Afins 4, Ascendentes de Joanna Raming Vianna cont 4, http://domingosejoanita04.blogspot.com.br/ 18/03/2016 – 15:37.
Blog 7 Genealogia e Historia dos Meirelles e Afins 5, Ascendentes de Joanna Raming Vianna cont 5, http://domingosejoanita05.blogspot.com.br/2015/01/cap-5-ascendentes-de-joana-cont.html. 18/03/2016 - 16:56.
Em 15/04 2017, sábado de aleluia, Leonardo Pacheco Murat de Meirelles Quintella trineto de José Pedro Vianna acompanhado de sua esposa Brunna Maria do Amaral Linhares Quintella visitaram a cidade de São Cristóvão - Sergipe e a Igreja de N S da Vitoria. La prestaram homenagem ao ancestral em seu lugar de batismo em 1844 numa semana santa em data incerta. Sua certidão de óbito indica: Certidão de Óbito a 23/7/1894 11ª Pretoria reg 943 liv 17 de óbitos fl 72 em que surgem sua idade - 50 anos, natural de Sergype, residência no Eng Velho – R Senador Nabuco 93; sepultado no Cem. S Fco Xer.










